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CONFESSO
Amei alguém!... Amei
perdidamente!
Talvez mais que Florbela amou na
vida...
Lembrança dum amor que fica bem
presente;
Ou... – como diz Camões, um tal
“amor ardente”
-De quarenta e dois anos de
primavera florida!
Deus mo levou, inesperadamente!
Até que depois de tanto luto e
dor sofrida
Outra paixão tive... – aqui
confesso,
Por acreditar, sinceramente,
Que viver isolado e triste,
assim, não era vida
E que a outro amor pudesse dar
guarida!
Alma perdida a minha... que
pequei
Nessa ilusão que tive ao ter
acreditado
Que outro amor, sincero e
verdadeiro,
Pudesse, ser parecido ao
primeiro!
Até que me senti apaixonado...
E se é pecado... Confesso que
pequei!
Mas em breve, por Deus
iluminado,
Uma luz chegou...e hoje sei
Que a verdade e a razão
Não existiam em quem acreditei
E a quem entreguei o coração:
- Fui enganado!
Nisso pequei, confesso!
- Foi este o meu pecado!
Fernando Reis Costa


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