Passei o meu diário a
pente fino.
E algumas lembranças
que encontrei,
Da minha memória as
apaguei,
Num acto consciente e
repentino.
Quero guardar somente
do destino
As experiências boas
que passei.
E essas, para sempre as
guardarei,
Desde os meus tempos
idos de menino.
No meu diário,
orgulho-me do passado.
E se confiei demais em
certa gente
Por quem fui iludido e
enganado…
Sem sombras nem rancor,
foi apagado
Das folhas que
amarfanho por contente,
Tudo de que, enfim, me
sinto libertado!
Fernando Reis Costa