Pobre, é todo aquele que apenas sente

O que a si advém que desconforte,

Esquecendo outros que têm menos sorte,

P’ra quem o seu sentir é negligente!

 

O egoísmo sempre foi, infelizmente,

Defeito que para muitos é o porte;

Seu mal menor encaram quase a morte,

Enquanto alguém mais sofre, paciente!

 

Enfrentar, pois, qualquer vicissitude

E ver que pior está o semelhante,

(Sem descurar a sua sorte ou a saúde...)

 

É transformar o egoísmo em virtude;

É não ficar dos outros tão distante;

É ser mais altruísta e menos rude!...

                           Fernando Reis Costa

 

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