Maria da Luz

Ventos que passam, passam ternamente,
Vibrando as cordas do coração que ama...
Levam consigo o hino do amor veemente
Que ascende constante na ardente chama.
 
Passa, ó vento, passa! E leva a saudade
No entrelace da poesia com o amor!...
Acaricia o corpo com o afeto que há de
Sorrir na alegria e não desprezar na dor.
 
Bate, sim, bate dolente a qualquer hora!
Se existe alegria ou tristeza não importa.
Seja brisa ou tempestade, n’alma aflora.
 
Ventos que passam, passam e varrem tudo...
Levam poesia que jamais será morta!
E deixam amor, talvez, tristonho e mudo.
             

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